A morte de um professor negro em Cambridge reacendeu o debate sobre a pouca diversidade no corpo docente das universidades britânicas. Em 2024, o Reino Unido possuía cerca de 1% de professores universitários negros, segundo dados de um especialista em Oxford.
O corpo docente, segundo Robin Cohen, professor de Estudos do Desenvolvimento da Universidade de Oxford, permanece “dominado por homens brancos”, mesmo com o aumento de estudantes de diversas origens. A trajetória do acadêmico, que foi acusado de plágio em sua tese, gerou questionamentos conservadores sobre as políticas de Igualdade, Diversidade e Inclusão (EDI).
Steven Spoel, professor de Biologia na Universidade de Edimburgo, comentou que acadêmicos negros sentem preconceito em relação à discriminação positiva. Michael Bankole, professor de Ciência Política no King’s College de Londres, relatou que há a sensação de que o caso foi usado para atacar as políticas de diversidade.
O centro de estudos Runnymede Trust denunciou uma “ofensiva ideológica” contra a diversidade na educação superior britânica. Cohen atribuiu parte da polêmica à onda de repúdio às políticas nos Estados Unidos, que importou o acrônimo DEI para o Reino Unido.
Para os acadêmicos negros, o ambiente é descrito como “muito solitário e ameaçador”. Spoel explicou que os obstáculos incluem a falta de referências e o controle excessivo, exigindo que os pesquisadores superem amplamente seus pares.


