As autoridades de China e Nepal atualizaram, neste domingo (30), o balanço de vítimas da avalanche de lama que atingiu a fronteira entre os dois países na última quarta-feira (26). Já foram recuperados 691 corpos, sendo 675 em território nepalês e 16 no Tibete, enquanto cerca de 3.000 pessoas seguem desaparecidas.
Outros sete cadáveres encontrados rio abaixo, no norte da Índia, estão em processo de identificação. Segundo agências internacionais, a lista de desaparecidos soma 2.426 pessoas no Nepal e 546 na região tibetana, incluindo turistas, peregrinos do monte Kailash e 933 trabalhadores de projetos de infraestrutura energética.
A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres (NDRRMA) do Nepal emitiu um alerta nas primeiras horas deste domingo sobre o aumento do nível do rio Bhotekoshi, em Rasuwa. O aviso de risco de novas enchentes orientou equipes de resgate e assistência humanitária a trabalharem com precaução nas regiões de Rasuwa, Nuwakot, Dhading e Chitwan.
As buscas são dificultadas pela densidade da lama que cobre as áreas afetadas. Um membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal afirmou que a camada de barro impede a localização de vítimas. Uma base do Exército em Bidur foi transformada em centro de operações para que familiares busquem nomes em listas de sobreviventes.
Cerca de cem trabalhadores permanecem presos em um túnel de uma hidrelétrica desde quarta-feira. O ministro do Interior, Sudan Gurung, informou que militares instalaram um tubo para enviar ar ao local. Gurung declarou que as obras de escavação serão iniciadas para permitir a entrada de equipes de resgate por dentro da estrutura.

