O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou ação civil pública contra uma influenciadora digital e a plataforma de apostas Blaze. O órgão busca a condenação solidária de ambos ao pagamento de R$ 120 milhões em danos morais coletivos por divulgação abusiva.
A ação sustenta que a influenciadora e a plataforma utilizam uma “engenharia predatória de exploração” para aproveitar a vulnerabilidade dos apostadores. O promotor de justiça Paulo Binicheski informou que, em julho de 2026, a influenciadora divulgou o site de apostas em seu perfil sem advertir claramente que o conteúdo era publicitário.
Investigações do MPDFT revelaram o uso de e-mails promocionais com promessas de vantagens na plataforma. O promotor afirmou que as condutas vão além da publicidade irregular, pois a associação de apostas a ganhos fáceis pode estimular o comportamento compulsivo. A Promotoria de Defesa do Consumidor, por sua vez, recebeu 42 mil reclamações contra a plataforma.
A defesa da influenciadora refuta as alegações de conluio ou prejuízo, afirmando que a responsabilização civil exige provas concretas. A plataforma Blaze declarou que cumpre a legislação e as normas de apostas online, prometendo prestar esclarecimentos quando notificada sobre o andamento da ação.

