O Ministério Público Eleitoral (MPE) emitiu parecer favorável à liberação da pesquisa eleitoral feita pela AtlasIntel no Pará. A manifestação veio após a empresa explicar um problema técnico no registro que havia gerado uma liminar da Justiça Eleitoral barrando a publicação dos dados.
A liminar inicial, determinada pela juíza auxiliar da propaganda, Marielma Ferreira Bonfim Tavares, não questionava a validade científica do levantamento nem afirmava ocorrência de fraude. O impedimento estava ligado ao registro do número de cargos pesquisados entre os eleitores.
A controvérsia surgiu quando a coligação O Pará é do Povo alegou que o questionário continha perguntas sobre a intenção de voto para a Presidência da República, o que não constava no registro estadual inicial. Diante disso, a Justiça determinou a suspensão imediata da divulgação.
No entanto, a Procuradoria Regional Eleitoral esclareceu que a AtlasIntel fez dois registros no sistema PesqEle em 14 de agosto de 2026. Um registro era para cargos de Governador e Senador no Pará, e outro era de âmbito nacional para Presidente.
Isadora Chaves Carvalho, Procuradora Regional Eleitoral Auxiliar, afirmou que o sistema PesqEle exige registros distintos para presidente, governador e senador. O parecer do MPE considera prática metodológica comum o uso de questionário unificado, sendo a divisão em dois registros uma imposição técnica do sistema eleitoral.

