O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação contra a União na Justiça Federal para exigir a recomposição do efetivo da Polícia Federal em Tabatinga, Amazonas. A unidade, estratégica para o combate ao narcotráfico na Tríplice Fronteira Amazônica, opera com quadro reduzido, o que gera paralisação de investigações criminais.
O MPF apontou que a delegacia de Tabatinga enfrenta um colapso operacional devido à escassez de pessoal. O quadro foi reduzido de cinco delegados em 2023 para apenas dois atualmente. Essa insuficiência, segundo o órgão, causa desorganização e perda de efetividade nas investigações na região que abrange o Brasil, Colômbia e Peru.
A sobrecarga de trabalho é evidenciada pelos dados do MPF: em março de 2026, a unidade registrava 141 inquéritos policiais, um aumento significativo em relação a outubro de 2024. Isso elevou a média de inquéritos por delegado de 19 para mais de 70, resultando em descumprimento de diligências.
Em sua ação, o MPF solicitou que a União adote providências imediatas. O prazo inicial de 15 dias exige um quadro atualizado de pessoal e carga de trabalho. Em 30 dias, deve ser restabelecido o contingente mínimo de cinco delegados em exercício presencial, além de um plano emergencial para escrivães e agentes.

