O Ministério Público de São Paulo solicitou à Justiça a continuidade da prisão preventiva de Deolane Bezerra e mais cinco acusados. Os seis indivíduos são investigados por suposta participação em organização criminosa e lavagem de capitais ligada ao Primeiro Comando da Capital.
O pedido, feito pelo Gaeco de Presidente Prudente, foi enviado à 3ª Vara Judicial de Presidente Venceslau. O órgão ministerial defende que os motivos que justificaram as prisões permanecem válidos, defendendo a manutenção da medida cautelar para os seis acusados.
A denúncia, aceita em 16 de junho, aponta que o grupo utilizou empresas de fachada e intermediários para ocultar recursos do crime organizado. As investigações dividem os acusados em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.
O Gaeco afirmou que Deolane atuou no núcleo financeiro, utilizando contas pessoais e empresariais para dissimular valores. Promotores informaram que houve um plano de reestruturação das empresas dela, com transferência de ativos para fundos em Dubai. Dinheiro em espécie e uma máquina de contagem de cédulas apreendidos com Everton de Sousa seriam de propriedade de Deolane.
Deolane está presa desde 21 de maio, após ser detida em Alphaville, na Grande São Paulo, durante a Operação Vérnix. A defesa dos acusados busca reverter a prisão preventiva, mas o MPSP sustentou que não há motivo para modificar as cautelares, visto que os fatos não mudaram.

