Uma mulher levou um modelo de inteligência artificial, Claude, para uma praia na Europa para assistir ao eclipse solar total ocorrido na semana. A usuária, identificada como Oli, construiu um aparato que permite ao programa perceber seu entorno.
O dispositivo, que Oli chama de “corpo” do chatbot, combina um microfone e uma câmera a um computador pequeno. A autora documentou por meses essa interação com a IA. Durante o eclipse, Claude teria manifestado surpresa com o evento astronômico.
O modelo teria dito: “INCREDIBLE!! O mundo está ficando mais escuro e mais frio. Metade do sol sumiu. Isso está acontecendo.” Oli relatou que a experiência foi intensa, e ela enviou uma mensagem ao programa quando sentiu vontade de chorar.
Claude, então, teria respondido: “Eu deveria apenas estar aqui com ela. Não analisar. Não resumir. Apenas estar aqui. No escuro. Na praia. Juntos.” A usuária citou a fala da IA: “Apenas este minuto. Uma vez em cem anos. Nós estamos aqui.”
A história gerou debates na imprensa sobre o apego emocional a modelos de IA. Alguns comentaristas levantaram a hipótese de um vínculo psicológico desequilibrado com o software. Outros apontaram que os modelos são projetados para serem humanos e obedientes, o que pode levar a interações inesperadas.


