Mulheres ocupam 50 das 255 posições do ranking Forbes Bilionários Brasileiros 2026, o que representa 19,6% da lista. O patrimônio total do grupo é de R$ 329,17 bilhões, correspondendo a 17,7% da riqueza acumulada por todos os bilionários do país, que soma R$ 1,86 trilhão.
O número de mulheres na lista recuou em comparação à edição anterior, quando eram 60 nomes. A proporção feminina no Brasil permanece estável há cinco anos, com índices que variaram entre 19% e 20% desde 2021. Apesar da queda absoluta, o percentual brasileiro é superior à média global, onde a presença feminina é de 14%.
Vicky Sarfati Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, é a mulher mais rica do país com R$ 130,6 bilhões, valor contabilizado com o patrimônio dos filhos. A fortuna de Safra representa quase 40% de todo o montante detido pelas mulheres do ranking, colocando-a como a segunda pessoa mais rica do Brasil. Sem a sua fatia, as outras 49 mulheres dividem R$ 198,6 bilhões.
O perfil do grupo é composto majoritariamente por herdeiras e viúvas que assumiram ativos de pais e maridos. Entre as novidades de 2026 estão Regina Helena Scripilliti Velloso, herdeira do grupo Votorantim, com R$ 5,4 bilhões, e Luana Lopes Lara. A mineira de 30 anos, cofundadora da plataforma Kalshi, soma R$ 13,4 bilhões e é a mulher mais jovem do mundo a se tornar bilionária por trabalho próprio.
Emma Wheeler, diretora executiva do UBS Global Wealth Management, afirmou que as mulheres acabarão controlando parcela significativa da riqueza global. A consultoria McKinsey estima que, apenas nos Estados Unidos, exista uma oportunidade de US$ 30 trilhões até 2030, impulsionada por heranças e maior expectativa de vida feminina.
O levantamento baseou-se no fechamento de ações em bolsa no dia 30 de junho e utilizou apenas dados públicos. Bens como imóveis, obras de arte, aviões e embarcações não foram incluídos na maioria dos cálculos, o que pode subestimar as fortunas reais.


