A Justiça Eleitoral proferiu sete decisões contra estratégias digitais das campanhas de Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) contra o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB). As medidas determinam a suspensão de anúncios patrocinados, a retirada de publicações e a aplicação de multas por irregularidades na propaganda eleitoral.
Wilder Morais foi multado em R$ 10 mil após a Justiça considerar irregular o impulsionamento pago de propaganda negativa. O magistrado proibiu a contratação ou reativação da distribuição paga da peça, que foi multiplicada em 21 veiculações e atingiu mais de 630 mil impressões em menos de 24 horas.
O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) determinou, em liminar nesta sexta-feira (4), que Marconi Perillo não reative nem contrate novos impulsionamentos de três anúncios questionados pela coligação de Daniel Vilela. A Meta deve manter interrompida a distribuição paga dos conteúdos, embora a circulação orgânica das críticas permaneça permitida.
Outros perfis também foram afetados com a retirada de vídeos contra o governador. Em um dos processos, a Justiça apontou a falta de elementos objetivos nas imputações. Em outro caso, houve a identificação de descontextualização de investigações antigas e o uso de inteligência artificial sem a identificação exigida por lei.
As decisões fundamentam-se na premissa de que a liberdade de expressão não protege o impulsionamento pago de propaganda negativa ou acusações sem suporte objetivo. A Justiça Eleitoral afirmou que a disseminação de informações falsas pode comprometer a integridade do processo eleitoral e a escolha do eleitor.
A ofensiva digital ocorre enquanto Daniel Vilela lidera a disputa. Pesquisa AtlasIntel divulgada na quinta-feira (3) aponta o governador com 43,5% das intenções de voto, seguido por Wilder Morais com 20,1% e Marconi Perillo com 16,1%. O levantamento indica vantagem de Daniel em todas as simulações de segundo turno.


