Músicos se manifestam contra o uso de suas gravações para treinar inteligência artificial. Artistas, incluindo Madonna, relutam em licenciar vozes e imagens para novas ferramentas, exigindo que sejam estabelecidas bases jurídicas e financeiras para garantir remuneração e controle de sua identidade.
Gravadoras e empresas de tecnologia estabeleceram parcerias para criar produtos de IA, mas a participação dos artistas não foi consensual. Embora as grandes gravadoras possuam catálogos vastos, as empresas de IA não podem manipular as gravações sem o consentimento dos intérpretes originais. Artistas demonstram resistência, temendo perder o controle sobre o que terceiros poderão fazer com suas vozes.
Algumas gravadoras, como a Warner e a Universal, firmaram acordos com plataformas de IA, como Udio e Suno, após processarem essas startups por suposta violação de direitos autorais. A Sony Music, por sua vez, mantém uma postura cautelosa e segue litigando contra as empresas de IA. Executivos das gravadoras afirmam que conversam com milhares de artistas, mas nenhum nome foi divulgado.
Artistas que aceitam negociar exigem segurança jurídica e financeira. A ideia de permitir comandos como “Escreva uma música sobre um dia na praia com a voz de Taylor Swift” gera resistência, pois as vozes são únicas. Especialistas indicam que o momento oferece uma oportunidade para definir regras de mercado sobre consentimento e remuneração.

