A NASA encerrou a missão de resgate do telescópio Swift, que deve reentrar na atmosfera terrestre ainda este ano. A operação, que visava prolongar a vida útil do observatório, fracassou após a espaçonave LINK, desenvolvida pela Katalyst Space, perder o controle logo após o lançamento.
O telescópio, conhecido como Observatório Neil Gehrels Swift, foi lançado em dois mil e quatro para estudar explosões de raios gama. Projetado para operar por dois anos, o instrumento permaneceu ativo por mais de vinte e dois anos, superando sua vida útil prevista em dez vezes.
A necessidade do resgate surgiu em dois mil e vinte e cinco, quando a agência identificou que o aumento da atividade solar expandiu a atmosfera terrestre. Esse fenômeno elevou o arrasto atmosférico sobre o Swift, diminuindo sua órbita mais rápido que o esperado. A NASA contratou a Katalyst Space para desenvolver a espaçonave LINK, com o objetivo de acoplar-se ao telescópio e impulsioná-lo para uma órbita superior.
O problema ocorreu em três de julho, quando parte das rodas de reação da LINK apresentou falhas. A nave passou a girar descontroladamente. Segundo Shawn Domagal-Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, a agência tinha conhecimento do alto risco da missão, dada a curta janela de tempo para evitar a perda do observatório.
Além de salvar o Swift, a operação serviria para demonstrar a viabilidade de operações comerciais para estender a vida de satélites antigos. A agência informou que continuará avaliando alternativas para futuras missões de extensão de vida útil, enquanto monitora eventos astronômicos com sua frota atual de observatórios espaciais.


