Equipes de resgate buscam mais de 1,3 mil desaparecidos nesta quinta-feira (27) após enchentes repentinas e deslizamentos de terra devastarem comunidades na fronteira entre o Nepal e o Tibete. Ao menos 362 pessoas morreram no desastre, que começou na manhã de quarta-feira (26) e destruiu casas e veículos em diversos vilarejos.
A polícia do Nepal informou a recuperação de 359 corpos, enquanto 823 pessoas seguem desaparecidas, incluindo 517 turistas estrangeiros. No Tibete, a imprensa estatal chinesa registrou três mortes e 558 desaparecidos, dos quais 260 são estrangeiros. Entre as vítimas estão cidadãos de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Malásia, Holanda, Portugal, África do Sul e Coreia do Sul.
Muitos dos turistas estavam na região para realizar peregrinações ou trilhas. As inundações atingiram comunidades ao longo dos rios Bhote Koshi e Trishuli, começando por Rasuwa, no norte do Nepal. As mortes foram distribuídas por sete distritos nepaleses, com as águas avançando em direção a Chitwan, no sul, perto da fronteira com a Índia.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, viajou por terra nesta quinta-feira (27) para visitar as áreas mais afetadas e pediu a união da população diante da tragédia. No Tibete, a agência estatal Xinhua informou a mobilização de quase 800 socorristas, além do uso de lanchas rápidas e cães farejadores.
Socorristas enfrentam dificuldades de acesso, com estradas e edifícios parcialmente soterrados por lama e detritos. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho enviou suprimentos de emergência, incluindo macas, sacos para cadáveres, cobertores e kits de primeiros socorros.
Autoridades nepalesas e chinesas alertaram para a possibilidade de novos fluxos de lama e água. O risco persiste porque grandes volumes de detritos permanecem represados em alguns pontos dos rios, o que pode provocar novas inundações nas áreas atingidas.

