O Nepal solicitou ajuda especializada de países vizinhos para reforçar as operações de busca e resgate após um deslizamento de geleira na região fronteiriça do Himalaia. A tragédia deixou 633 mortos e quase 3 mil desaparecidos entre o território nepalês e a região autônoma chinesa do Tibete, segundo dados oficiais divulgados neste sábado (29).
O ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal, informou que o governo pediu assistência específica devido às dificuldades no terreno. A Índia enviou 11 profissionais especializados em resgate em túneis e a China deve enviar equipes com a mesma especialização. A operação concentra-se agora em uma usina hidrelétrica, onde cerca de 100 pessoas permanecem presas em um túnel.
No Nepal, foram registradas 626 mortes e 2.426 pessoas seguem sem contato com familiares, incluindo centenas de estrangeiros. No Tibete, a imprensa estatal contabilizou sete mortos e 554 desaparecidos. Outros sete corpos foram recuperados por autoridades indianas em rios que descem do Nepal. A Cruz Vermelha estima que 93 mil pessoas foram afetadas.
O desastre ocorreu na quarta-feira, quando uma parede de lama soterrou casas, derrubou pontes e arrastou veículos. Kawan Koirala, da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, relatou que a espessa camada de lama torna a localização de vítimas complexa. A lista de desaparecidos inclui trabalhadores de infraestrutura energética, além de dezenas de excursionistas e peregrinos que seguiam ao monte Kailash.
As autoridades chinesas informaram a evacuação de 555 turistas e 499 moradores do Tibete. Há temor de novas inundações por conta de água represada nas áreas afetadas, além de escassez de alimentos e água potável em algumas localidades. O ministro Khanal estimou que a reconstrução das infraestruturas devastadas custará vários bilhões de dólares.


