A Nestlé, companhia suíça, está adaptando sua produção para atender consumidores que utilizam medicamentos da classe GLP-1 para perda de peso. A empresa usa inteligência artificial e pesquisa nutricional para criar novos itens, vendo potencial de crescimento na tendência.
O avanço de tratamentos como Ozempic e Wegovy, desenvolvidos por Novo Nordisk e Eli Lilly, gerou preocupações entre investidores sobre a demanda por alimentos processados. Contudo, a Nestlé identificou oportunidades ligadas aos efeitos colaterais da perda rápida de peso, como a redução de massa muscular.
Stefan Palzer, diretor de tecnologia da Nestlé, informou que a companhia emprega ferramentas de IA para analisar pesquisas clínicas e acelerar o desenvolvimento de produtos específicos para esse público. A análise abrange combinações de nutrientes e tendências de consumo.
A empresa já lançou itens direcionados, como shakes proteicos da marca Boost nos Estados Unidos. Na Ásia e Austrália, foi lançada uma versão mais proteica do achocolatado Milo. A Nestlé também monitora redes sociais e analisa cerca de 120 mil receitas em suas plataformas internas.

