A Nike registrou uma queda no valor de suas ações, atingindo o nível mais baixo em doze anos nesta semana. A empresa, que investiu em mensagens de justiça social, lida com concorrência crescente e escrutínio sobre suas ações políticas e corporativas.
Desde 2018, a Nike integrou pautas políticas em sua marca. Um marco foi a inclusão do ex-quarterback da NFL, Colin Kaepernick, na campanha de aniversário de trinta anos da empresa. Na época, a companhia elevou a figura divisiva ao centro de sua comunicação, desafiando consumidores a tomar um lado.
A postura da marca evoluiu com o tempo. Em 2020, após a morte de George Floyd, a Nike lançou campanhas de apoio ao movimento Black Lives Matter. Mais recentemente, em 2023, a empresa utilizou o influenciador Dylan Mulvaney em publicidade de roupas esportivas femininas, gerando debates nacionais.
O ativismo da companhia se tornou mais controverso em 2025. Relatos indicaram que a Nike teria financiado um estudo envolvendo atletas jovens transgênero. A empresa negou o envolvimento inicial e alegou que o projeto não avançou, gerando contradições.
Mais recentemente, a Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego (EEOC) abriu investigação contra a Nike. O órgão investiga alegações de discriminação racial contra funcionários brancos, candidatos e participantes de programas de diversidade.

