A partir do ano fiscal de 2026, um novo teto fiscal limita a dedução de perdas em jogos de azar a 90% dos valores apostados. Isso significa que apostadores recreativos podem receber cobrança de imposto mesmo em anos em que o saldo geral é zero.
O sistema anterior permitia que as perdas fossem deduzidas até o valor dos ganhos. Com a mudança, se um apostador obtém cem mil dólares em ganhos e comprova cem mil em perdas, apenas noventa mil são abatidos. Os dez mil restantes são considerados renda fantasma e são tributados.
A nova regra afeta apenas quem opta pela declaração de imposto de renda detalhada. Quem utiliza a dedução padrão não pode deduzir perdas de jogos de azar de qualquer forma. Os ganhos, por sua vez, ainda são somados à renda bruta ajustada, o que pode impactar benefícios previdenciários e prêmios de saúde.
O Congresso tenta anular a provisão desde sua aprovação. Iniciativas, como o projeto FULL HOUSE, buscam restaurar a dedutibilidade total das perdas. Em julho de 2026, o IRS realizou uma sessão aberta para discutir a regra, onde profissionais e jogadores pediram a dedução de 100%.
Para evitar problemas na declaração, os apostadores devem manter registros detalhados de ganhos e perdas, incluindo data, local e tipo de jogo. É recomendado consultar um contador antes de protocolar a declaração, dada a complexidade do cálculo.

