O gestor de fundos Bill Ackman declarou que o novo imposto de Nova York sobre imóveis de luxo de não residentes pode reduzir o valor das propriedades em até 18,75%. A medida, voltada a imóveis com valor superior a US$ 5 milhões, busca arrecadar US$ 500 milhões anuais para os cofres públicos.
Aprovada em 27 de maio de 2026 pelo legislativo estadual e anunciada pelo prefeito Zohran Mamdani e pela governadora Kathy Hochul, a taxa incide sobre residências, condomínios e cooperativas de proprietários cuja moradia principal fica fora de Nova York. Para casas unifamiliares acima do patamar de US$ 5 milhões, a sobretaxa varia de 0,8% a 1,3%. Condomínios e cooperativas possuem alíquotas progressivas, de 4% para valores entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões, 5,25% de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões, e 6,5% para valores superiores a US$ 5 milhões.
O governo estadual calcula que a cobrança atingirá cerca de 13 mil imóveis, o equivalente a 0,4% do parque residencial da cidade. O Departamento de Finanças de Nova York já enviou 17 mil notificações cobrando o pagamento ou a contestação do imposto, fixando o prazo para pedidos de isenção até 18 de setembro de 2026. Embora a administração municipal projete arrecadar US$ 500 milhões ao ano, a controladoria da cidade estima um valor menor, entre US$ 340 milhões e US$ 380 milhões.
Ackman explicou que o custo anual fixo é incorporado ao preço do ativo, reduzindo seu valor de mercado em relação à taxa de capitalização aplicada. Em contrapartida, analistas consultados pela imprensa internacional apontam que o impacto na fortuna dos grandes investidores será reduzido. Em 2025, os impostos imobiliários arrecadaram US$ 39,6 bilhões no município, segundo a Real Estate Board of New York.


