O partido Novo protocolou uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. A medida foi tomada por alegação de abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação, após a formalização da candidatura do presidente à reeleição.
A ação judicial foca no desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado no Carnaval deste ano, em fevereiro, em homenagem ao presidente. Segundo o Novo, o evento utilizou recursos públicos para promover a imagem do presidente em contexto pré-eleitoral. O partido afirmou que o desfile deixou de ser uma manifestação cultural espontânea e assumiu contornos explícitos de promoção eleitoral.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que o episódio configura um “episódio emblemático de abuso de poder econômico, em que recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha”.
Com o registro formal da candidatura confirmado, o Novo requer na AIJE a cassação do registro e a declaração de inelegibilidade do presidente. Este protocolo se soma a representações já em curso no TSE e a medidas em andamento no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o mesmo fato.

