Três novos fundos de índice negociados em bolsa visam distribuir pagamentos mensais entre 12% e 20% ao ano em carteiras de ações de grande capitalização. Os produtos, como Defiance S&P 500 Target 20 Income ETF e Pacer Metaurus US Large Cap Dividend Multiplier 400 ETF, empregam métodos diferentes para atingir essa meta de distribuição.
A nomenclatura “renda alvo” indica que esses fundos visam um nível de distribuição, e não um rendimento fixo. Eles constroem esses pagamentos com uma combinação de exposição a ações, prêmios de opções, futuros de dividendos e retorno de capital. A rota de geração de renda varia entre os produtos, o que define o que o investidor efetivamente possui.
Muitos desses produtos aplicam um programa de *covered call* sobre carteiras de ações de grande capitalização ou sobre o S&P 500. O fundo possui as ações e vende opções de compra contra essa exposição. O prêmio gerado por essas vendas financia a distribuição. Em troca, o fundo limita o ganho de valorização se o mercado subir além do preço de exercício da opção.
Já o QDPL utiliza futuros de dividendos do S&P 500 para aumentar a exposição ao fluxo de dividendos do índice. Essa estratégia visa aproximadamente quatro vezes o rendimento ordinário do S&P 500, sem depender de prêmios de opções. O fundo não limita a valorização em alta, diferentemente dos fundos que vendem opções.
O SPYT, por exemplo, concentra quase toda sua carteira no iShares Core S&P 500 ETF e usa uma sobreposição de opções do S&P 500 para gerar renda. As distribuições mensais do SPYT em 2026 ficaram entre 0,26 e 0,30 por ação. O BIGY, por sua vez, aplica o *covered call* em ações selecionadas, como NVIDIA e Apple, gerando prêmios maiores, mas com maior risco específico.


