A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) lançou o Violentômetro Jurídico nesta sexta-feira (7). A ferramenta serve como guia para identificar os diferentes níveis de violência que uma mulher pode enfrentar, em um seminário sobre a Lei Maria da Penha.
O material classifica os sinais de violência em três estágios: “Fique Atenta”, “Proteja-se” e “Fuja”. Em cada fase, são descritas ações, que vão desde a violência psicológica e moral, como humilhação pública, até a violência física direta e ameaças com armas. A diretora de Mulheres da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, explicou que o guia visa dar nome a situações que muitas mulheres não reconhecem como agressão.
Durante o evento, foram apresentados dados sobre feminicídio. Segundo informações citadas, o Brasil registrou 1.571 vítimas em 2025, o maior número da série histórica iniciada em 2015. No Distrito Federal, foram contabilizados 29 casos. A representante do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Cláudia Braga Núñez, avaliou que os números no DF resultam de um protocolo da Polícia Civil que investiga todos os homicídios contra mulheres sob perspectiva de gênero.
A presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, Isabelle Duarte, afirmou que, duas décadas após a Lei Maria da Penha, é preciso discutir avanços. Ela defendeu a educação da população como meio de combater o machismo estrutural e orientar as mulheres sobre seus direitos. Mulheres podem buscar apoio no Ligue 180 ou em qualquer delegacia de polícia.


