A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Nacional realiza, nesta quinta-feira (27), em Belém, o I Simpósio Internacional – Perspectivas jurídicas e sociais ao tráfico humano entre protocolos e realidades. O evento debate estratégias de combate ao crime, que vitimou cerca de 300 pessoas no País entre 2025 e 2026, segundo o Ministério da Justiça.
A atividade é organizada pela Comissão Especial de Combate ao Trabalho Escravo e ao Tráfico de Pessoas (CECTETP) da OAB Nacional, em parceria com o Instituto de Defesa de Direitos Humanos Dom Azcona e Irmã Henriqueta (IDAH). O encontro ocorre das 9h às 13h, no Auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), com transmissão on-line.
A presidente da Comissão, advogada Mary Cohen, afirmou que a região amazônica é alvo prioritário devido ao isolamento de comunidades, o que facilita a ação de criminosos. Cohen explicou que aliciadores utilizam ferramentas tecnológicas e a internet para atrair vítimas para exploração sexual e trabalho escravo.
Dados do Ministério Público Federal indicam que 216 pessoas foram denunciadas por contrabando e tráfico humano no período de 2025 a 2026. A advogada defendeu a necessidade de debates em escolas e instituições sobre as formas de aliciamento, apontando mulheres e adolescentes como as principais vítimas.
Segundo Cohen, a contenção do crime depende da atuação conjunta do poder público, das forças de segurança e do sistema jurídico. “Temos que ter e demonstrar compromisso com a dignidade humana, com a justiça que transforma”, disse a presidente da CECTEP.
A programação inclui ainda uma ação social na Praça Brasil, coordenada pela Comissão OAB Solidária e por agricultores familiares do Armazém do Campo. A atividade oferecerá feijoada para os inscritos no simpósio e para pessoas em situação de rua.

