A Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ irá monitorar o caso de um homem morto em Copacabana, após ser confundido com um criminoso. A comissão ofereceu apoio jurídico à família e criticou a violência desproporcional ocorrida no local.
O presidente da comissão, Sidney Guerra, afirmou que a OAB-RJ acompanhará as ações da delegacia, do Ministério Público e do Judiciário. Guerra disse que atos de violência como o ocorrido não podem ser naturalizados, alertando contra a “institucionalização da barbárie”.
Segundo Guerra, a situação de violência sistêmica não é isolada no Rio de Janeiro nem no Brasil. Ele apontou que o comportamento agressivo reflete uma sociedade que perdeu o respeito ao estado democrático de direito e às instituições constituídas.
Uma psicóloga, Andréia Dumas, analisou o ocorrido como reflexo de uma “sociedade adoentada”. Ela explicou que os agressores, ao interpretarem o fato de maneira precipitada, agem com impulsividade, buscando uma justiça própria.
Dumas sugeriu que a saída para a escalada de violência passa pela conscientização social. Ela defendeu a necessidade de trabalhar a reflexão em escolas e famílias, ensinando as pessoas a tolerar a dúvida e ver o outro como indivíduo, e não como objeto.

