O grupo de direitos humanos FairSquare enviou carta ao Comitê de Governança da Fifa solicitando que Gianni Infantino seja impedido de concorrer à presidência da entidade. A ONG alega que a interpretação utilizada pelo dirigente desconsidera o período entre dois mil dezesseis e dois mil dezenove, o que permitiria sua permanência no cargo até dois mil trinta e um.
A pressão contra Infantino cresceu após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A proposta previa a venda de participações da Copa do Mundo para fundos de private equity ligados à família do presidente norte-americano Donald Trump. Essa iniciativa foi abandonada, gerando forte reação de confederações e federações nacionais.
Atualmente, o dirigente enfrenta oposição da UEFA, da Concacaf e da AFC, que assinaram nota conjunta contra ele. Vários países já se posicionaram contra a reeleição, como Albânia, Alemanha, Croácia, Finlândia e Inglaterra. Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, deixou a organização após criticar o projeto.
Em contrapartida, a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Conmebol mantêm aval ao presidente, assim como a maioria dos membros da Oceania. No último domingo, Infantino compareceu à final da Copa Africana de Nações Feminina, em Rabat, no Marrocos, evento incomum em sua agenda.
A eleição de Infantino permanece marcada para março de dois mil vinte e sete, em Rabat. Para que ele seja destituído, a oposição necessita reunir cento e seis votos entre os duzentos onze membros da entidade.


