A Receita Federal participou da Operação Solo Sagrado, que visa desarticular uma organização criminosa. A ação, em conjunto com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e Rondônia.
As medidas, autorizadas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Cáceres/MT, buscam interromper o fluxo financeiro do grupo e apreender provas. Seis auditores-fiscais e sete analistas-tributários da Receita Federal atuaram na operação, junto a trinta policiais federais.
A investigação revelou uma estrutura que abrangia desde o suporte logístico ao garimpo até a comercialização do ouro. Um núcleo financeiro investigado movimentou mais de R$ 20 milhões entre dois mil e vinte e dois e dois mil e vinte e cinco. Foram identificados mais de R$ 3,5 milhões em recebimentos de instituições de pagamento.
Os investigadores apontam que o esquema usava cooperativas para dar aparência de legalidade ao minério. A logística operacional dependia de equipamentos como escavadeiras hidráulicas e caminhões-prancha. Uma fiscalização na Terra Indígena Sararé localizou uma escavadeira em atividade ilegal.
O equipamento foi apreendido e inutilizado no local, resultando em multa administrativa superior a R$ 3 milhões. A ação integrou cruzamento de dados policiais, bancários, fiscais e patrimoniais.


