A nova fase da Operação Sem Refino investiga fraudes no mercado de combustíveis e aponta conexões entre atividades econômicas, crime organizado e agentes políticos, avalia o advogado criminalista Theodoro Balducci. As apurações buscam irregularidades em licenças de comercialização, além de suspeitas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
Balducci explicou que o setor de combustíveis facilita a lavagem de dinheiro devido à grande quantidade de vendas em valores pequenos e à pulverização dos pagamentos. Ele afirmou que essa característica torna o segmento suscetível a crimes onde a origem dos recursos é ocultada.
As investigações atuais focam em fraudes nas licenças de comercialização de combustíveis e em crimes contra o sistema financeiro. O especialista alertou que fraudes nessas licenças, se comprovadas e ligadas a vantagem indevida de agentes públicos, podem configurar corrupção.
O criminalista também mencionou a suspeita de ligação entre o grupo Refit e organizações criminosas, como o PCC. Balducci declarou que as apurações mostram um envolvimento mais amplo entre estruturas políticas e grupos criminosos no Rio de Janeiro.
Sobre o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que teve a prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal em maio de 2026, Balducci disse que ele permanece foragido. Ele ressaltou que a prisão em território estrangeiro exige cooperação das autoridades locais, como a Interpol.

