Operações da Polícia Federal no Rio de Janeiro e divergências internas entre partidos alteram as candidaturas ao Senado no estado. O cenário político fluminense sofreu mudanças, principalmente no campo ligado ao bolsonarismo, após investigações atingirem nomes inicialmente previstos para a disputa.
Na chapa do deputado estadual Douglas Ruas, candidato ao governo com apoio do senador Flávio Bolsonaro, os nomes Cláudio Castro e Márcio Canella foram anunciados para o Senado. Ambos deixaram a corrida após serem alvo de investigações da Polícia Federal. Castro desistiu em maio, sob pressão interna do PL, o que forçou o partido a indicar Carlos Portinho para tentar a reeleição em julho.
A situação de Canella se tornou indefinida até ser preso em flagrante em julho, durante uma ação da PF que apurava um suposto esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis. Em agosto, ele anunciou a desistência do Senado, optando por concorrer à Assembleia Legislativa. Essa saída levou o União Brasil a se afastar da aliança com Ruas, e a federação optou pela neutralidade.
Com a fragilização da chapa de Ruas, o PL indicou Carlos Jordy para disputar uma vaga ao lado de Portinho. Paralelamente, o grupo do ex-prefeito Eduardo Paes, candidato ao governo, ganhou apoio de antigos aliados do grupo adversário, incluindo setores do União Brasil e do PP. Na Baixada Fluminense, Paes lançou Pedro Paulo, que divide palanque com Benedita da Silva, aproximando-se do campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A parceria entre Pedro Paulo e Benedita da Silva gerou questionamentos, dado que o deputado foi acusado de agressão contra ex-mulher. O caso foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal em 2016. A disputa pelas vagas do Senado avança com mudanças de alianças e investigações.

