Uma auditoria preliminar realizada pela HonestReporting aponta que cerca de um terço dos indivíduos classificados como “jornalistas” mortos em Gaza, segundo o registro de uma ONG, possuem ligação com grupos terroristas. A organização investiga acusações de ataques contra a imprensa no conflito.
A Repórteres Sem Fronteiras incluiu mais de duzentos nomes de “jornalistas” mortos em Gaza em sua lista. Segundo a nota da ONG, um indivíduo foi vítima de ataque do Exército israelense, pois poderia ser identificado pelo colete de jornalista durante um bombardeio em Gaza City.
A investigação da HonestReporting revela que as conexões variam: alguns foram homenageados como mártires, outros foram contratados por veículos ligados a organizações terroristas, e há casos em que o Exército israelense teria filmado a atuação desses indivíduos.
Um exemplo citado é o de um repórter que colaborou com uma agência de notícias e se tornou conhecido ao cobrir a invasão do Hamas ao sul de Israel. Em novembro de dois mil e vinte e três, a HonestReporting publicou uma foto que mostrou a proximidade desse repórter com o líder do Hamas.
Além disso, o Comitê de Proteção de Jornalistas apresenta relatos pessoais de indivíduos torturados em prisões israelenses, alguns dos quais são apontados como colaboradores de veículos de comunicação ligados a grupos armados.


