O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, informou neste sábado (22) que o governo iraniano recebeu contatos de países vizinhos para formar novos arranjos de segurança e cooperação econômica. A motivação do contato, segundo Ghalibaf, foi a ameaça de punição feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra nações que negociassem com Teerã.
Ghalibaf declarou que os Estados Unidos colocaram a segurança de seus aliados em risco por meio de intimidação e desrespeito aos interesses regionais. A mídia estatal iraniana noticiou, ainda, que Teerã permitiu a passagem de petroleiros do Iraque pelo Estreito de Ormuz. Essa autorização foi um dos pedidos feitos por Bagdá durante a visita de Ghalibaf ao país.
O presidente iraquiano, Nizar Amedi, confirmou a facilitação da passagem de navios transportando petróleo iraquiano pelo Estreito nos últimos dias. O Iraque é um dos países mais impactados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz. Antes do início da guerra, a nação produzia cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia.
Donald Trump havia anunciado uma “operação econômica mais esmagadora” contra um país na quarta-feira (19). Ele exigiu que aliados dos Estados Unidos trabalhassem para isolar e derrotar a “ameaça iraniana”, ameaçando punir qualquer nação que ajudasse a manter a economia iraniana ativa. O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse no dia seguinte que a pressão econômica americana seria apenas uma distração.
A economia iraniana enfrenta dificuldades devido às sanções e ao bloqueio naval, dificultando a exportação de petróleo. Contudo, especialistas apontam que o país desenvolveu métodos para contornar parcialmente as sanções ocidentais, evitando o colapso econômico.

