Parlamentares do Partido dos Trabalhadores que concorrem às eleições registraram alterações em seus bens declarados à Justiça Eleitoral. O levantamento, feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral, abrange deputados federais e senadores. As mudanças mostram aumentos em patrimônios de figuras nacionais.
Paulo Pimenta, deputado federal do Rio Grande do Sul, que disputa vaga no Senado, teve seu patrimônio declarado em 2022 em R$ 192,8 mil. Em 2026, o valor atingiu R$ 1,87 milhão, um crescimento de cerca de 870% em quatro anos, segundo o levantamento.
A ex-presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, que concorre ao Senado, viu seu patrimônio subir de R$ 1,49 milhão em 2022 para quase R$ 2 milhões em 2026. Já Jaques Wagner, senador baiano, declarou possuir quase R$ 25 milhões em 2026, comparado a R$ 3,3 milhões em 2018. Esse aumento representa cerca de 631% ao longo de oito anos.
Outros nomes apresentaram variações notáveis. Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, declarou cerca de R$ 1 milhão neste ano, contra pouco mais de R$ 187 mil em 2018. Na Câmara, Rubens Otoni, de Goiás, passou de quase R$ 651 mil em 2022 para pouco mais de R$ 4 milhões atualmente. Em contrapartida, o levantamento também indicou reduções patrimoniais em alguns parlamentares.

