O patrimônio das famílias em todo o mundo cresceu US$ 40 trilhões em 2025, totalizando US$ 570 trilhões de riqueza líquida global, segundo o relatório Global Balance Sheet 2026 da McKinsey Global Institute. O aumento foi majoritariamente impulsionado pela valorização dos mercados financeiros, especialmente ações de tecnologia.
O avanço registrado em 2025 elevou a riqueza das famílias em 7,3% na comparação anual, superando a média observada desde o início dos anos 2000. O balanço patrimonial global, que soma ativos financeiros e reais, atingiu quase US$ 1,8 quatrilhão. Contudo, o estudo aponta que o ritmo de expansão dos ativos superou o da economia mundial, levantando dúvidas sobre a sustentabilidade do movimento.
A análise detalha que apenas cerca de 20% do crescimento do patrimônio veio da formação real de capital. As ações responderam por 57% da riqueza criada em 2025, enquanto os imóveis contribuíram com 15%. Os Estados Unidos figuram como principal motor desse avanço, com o valor das ações americanas atingindo patamar equivalente a 2,4 vezes o patrimônio líquido das empresas.
Em contraste, a China apresentou dinâmica diferente: seu crescimento patrimonial ocorreu principalmente pelo aumento do endividamento corporativo, com a dívida das empresas chegando a 80% dos ativos reais. A McKinsey alerta que o crescimento acelerado pode indicar um desalinhamento entre o valor dos ativos e o desempenho econômico, sugerindo caminhos como aumento de produtividade ou correções de mercado.

