Um pedido de impugnação foi protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal contra o registro de José Roberto Arruda, candidato ao Governo do Distrito Federal. Os advogados argumentam que os prazos de inelegibilidade não se esgotaram para as eleições de 2026, o que poderia afastar o ex-governador da disputa até 2032.
O documento apresentado ao TRE-DF cita seis condenações contra Arruda. Todas as acusações estão ligadas à Operação Caixa de Pandora, e envolvem improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. A viabilidade da candidatura do político é questionada desde março, quando ele anunciou seu retorno às urnas.
Arruda rebateu a ação, afirmando que o pedido foi feito por influência da governadora Celina Leão. Ele defende sua candidatura com base na Lei Complementar 219/2025, que altera entendimentos da Lei da Ficha Limpa. Contudo, essa lei está em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).
No STF, dois ministros votaram pela inconstitucionalidade da legislação, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista, sem previsão de retorno. Caso a lei seja derrubada, Arruda perderia o argumento legal para concorrer. O candidato disse que a petição não tem fundamento, mas reconheceu que faz parte do jogo político.


