O Pentágono divulgou imagens de embarcações suspeitas de transportar drogas e reafirmou a estratégia de perseguir e matar traficantes que representem ameaça à população dos Estados Unidos. As fotografias, registradas entre outubro e dezembro de 2025, mostram barcos monitorados pelas Forças Armadas em mar aberto.
A porta-voz do Pentágono, Kingsley Wilson, afirmou que a mensagem aos grupos de narcotráfico permanece a mesma desde o início da campanha militar. Segundo Wilson, quem traficar drogas ilícitas e ameaçar o povo americano será caçado, encontrado e morto. A Operação Southern Spear, que utiliza todos os meios legais disponíveis, teria obrigado criminosos a modificar seus métodos de atuação.
O Departamento de Guerra informou que a operação já realizou 67 ataques, sendo o primeiro ocorrido em 2 de setembro de 2025. Em um dos episódios recentes, no dia 25 de agosto, quatro pessoas apontadas como traficantes morreram em um ataque contra uma lancha no Caribe. A ação foi conduzida pela Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental, sob comando do general Francis L. Donovan.
O governo de Donald Trump classifica o confronto contra cartéis latino-americanos como um “conflito armado”. O presidente defende que as operações no Atlântico e no Pacífico são necessárias para impedir que entorpecentes cheguem às comunidades americanas e causem mortes por overdose.
Paralelamente aos ataques, os Estados Unidos negociam a ampliação de sua atuação em territórios vizinhos. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou em agosto que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram com operações conjuntas contra grupos criminosos. A Guatemala negou a existência do acordo mencionado por Hegseth. No Equador, missões semelhantes com participação americana começaram em março de 2026.


