A perda de peso significativa tem gerado discussões sobre as alterações faciais, como bochechas marcadas e flacidez. Pesquisas indicam que a diminuição da gordura facial, que sustenta os tecidos, pode modificar os contornos do rosto. Especialistas apontam que novas técnicas buscam recuperar esse volume perdido.
A redução de gordura facial, que funciona como sustentação e preenchimento, pode levar a regiões mais marcadas e pele flácida após emagrecimentos rápidos. Um estudo de 2025, que analisou vinte pessoas após o uso de medicamentos da classe dos GLP-1, observou essa redução na face. Segundo a dermatologista Paola Pomerantzeff, os compartimentos de gordura são responsáveis por dar volume e contorno ao rosto.
Em resposta a essa perda de volume, a medicina estética tem focado em abordagens que preservam a sustentação. O ultrassom microfocado, por exemplo, é usado para estimular colágeno. A dermatologista Daniela Aidar explica que o uso em baixas energias parece estimular sinalizações celulares para espessar a camada de tecido adiposo.
Outras tecnologias, como o Linear Z, visam estimular células-tronco de gordura para melhorar o suporte da pele, segundo a dermatologista Flávia Brasileiro. Essa abordagem difere do preenchimento com ácido hialurônico, pois busca estimular o tecido local, e não apenas repor o volume perdido. Os resultados esperados são discretos e não permanentes.

