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Cotidiano

PF apreende 155 kg de cocaína em casco de navio no Amapá

Carla Fernandes
Última atualização: 29 de agosto de 2026 15:50
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Federal (PF) apreendeu 155 kg de cocaína acoplados à parte submersa do cargueiro Dyna Floresta no porto de Santana, no Amapá. A ação ocorreu em abril de 2024, após a interceptação de três homens, naturais de São Paulo, que utilizavam equipamentos de mergulho para fixar a droga no casco da embarcação com destino à Europa.

A investigação começou em 28 de março de 2024, a partir de uma denúncia anônima sobre um homem chamado Ângelo que viajaria a Macapá para realizar o serviço. A PF identificou Ângelo Lourenço Bonfogo e Ricardo de Souza Silva, que estavam em uma chácara na região. Um terceiro homem, Harrison Magalhães da Silva, também foi monitorado pelos agentes.

No dia 5 de abril, o grupo foi visto comprando materiais de mergulho em Macapá. Na mesma noite, os suspeitos utilizaram uma embarcação tipo voadeira com cilindros de ar comprimido. Segundo relatório do agente federal Davi Cavalcanti, o mergulho serviu para identificar o local de armazenamento e iniciar a colocação dos entorpecentes.

O navio, construído em 2022 e com 210 metros de comprimento, chegou ao porto no dia 9 de abril. A PF realizou buscas na parte submersa menos de 24 horas depois e localizou a droga. Os envolvidos foram presos no dia seguinte. Ao fim do ano passado, os três foram condenados a 12 anos de prisão por tráfico internacional e associação para o tráfico.

A defesa dos condenados contesta a investigação, alegando que a campana foi ilegal e que houve tortura na prisão. O advogado Jorge Zanette afirmou que os clientes planejavam roubar a droga e não exportá-la, argumentando que o caso configuraria furto de coisa ilícita. A defesa também relatou que o advogado foi ameaçado ao se dirigir ao Amapá.

A PF associa o caso ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a corporação, o aumento da fiscalização em Santos, antiga rota principal, deslocou as operações para outros terminais. A prática de usar mergulhadores também foi identificada no Rio de Janeiro, ligada ao Comando Vermelho, e em Santa Catarina, atribuída ao Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

TAGGED:cocaínamergulhadoresPCCPolícia Federalporto-de-santanatráfico internacional
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