A Polícia Federal investiga a emissão de R$ 37,824 milhões em notas fiscais por um escritório de advocacia para a PixStar, empresa sediada em Curaçao. A apuração ocorre dentro da Operação Arena, que mira um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e exploração ilegal de apostas esportivas.
A investigação revelou quinze notas fiscais emitidas pelo escritório, sem detalhamento dos serviços prestados. Segundo a PF, os documentos poderiam justificar a entrada de dinheiro no Brasil, criando uma aparência de regularidade para os valores movimentados.
A Justiça Federal da Paraíba autorizou a operação, que incluiu o cumprimento de dezessete mandados de busca e apreensão em cinco estados: Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Além disso, foram autorizadas quebras de sigilo bancário e telemático, e medidas para bloquear até R$ 1,1 bilhão em bens.
A empresa paraibana PixBet figura entre os alvos centrais da investigação. A PF apura transações entre a companhia e a PixStar, verificando se o escritório foi usado para ocultar patrimônio ilícito e dar legalidade às finanças.
A defesa do escritório informou que a relação com a PixBet é estritamente profissional, ligada à prestação de serviços advocatícios. Um advogado associado rejeitou a tentativa de ligar os profissionais às condutas investigadas nas empresas.


