A Polícia Federal investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva e um empresário interessado em contratos públicos. Relatório da PF indica que o filho do presidente teria recebido pagamentos de um empresário ligado à empresa de tecnologia 3Structure.
A apuração envolve o empresário Cléber Ribas de Oliveira, da 3Structure, e a lobista Roberta Luchsinger. Segundo a PF, diálogos analisados mostram que Fábio Luís Lula da Silva participou de reuniões sobre interesses empresariais de Ribas. A polícia afirma que o filho do presidente atuou na intermediação desses negócios e, em uma ocasião, solicitou a Roberta que emitisse nota fiscal para o empresário.
A investigação identificou pagamentos de pelo menos R$ 2,5 milhões do empresário à lobista, entre março de dois mil vinte e quatro e dezembro de dois mil vinte e cinco. Roberta teria marcado reuniões com agentes da Dataprev e outros funcionários públicos. A estatal, contudo, declarou que não possui contratos com a 3Structure nem com a Blockbit, empresas representadas por Ribas.
A 3Structure obteve contratos de R$ 14,4 milhões com o Ministério do Desenvolvimento Social em dezembro de dois mil vinte e três e R$ 19,2 milhões em abril de dois mil vinte e quatro. Mensagens investigadas indicam que Roberta cobrava pagamentos e fazia referência a Fábio, afirmando que ele precisava do dinheiro para passagens à Espanha. A PF avalia que as despesas do filho do presidente poderiam ser custeadas com recursos recebidos pela empresa de Roberta.
A defesa de Cléber Ribas nega qualquer relação comercial com Fábio Luís Lula da Silva e afirma que a contratação de Roberta foi para serviços de assessoria lícitos. As defesas de Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger não se manifestaram sobre o conteúdo apresentado pela polícia.


