A Polícia Federal (PF) impediu de deixar o Brasil 16 funcionários e ex-funcionários da Voepass. A medida cautelar foi decretada pela Justiça Federal enquanto o Ministério Público avalia a denúncia contra diretores e operacionais envolvidos na queda do avião que matou 62 pessoas em Vinhedo, São Paulo, em agosto de 2024.
O delegado-chefe da PF em Campinas, André Almeida de Azecedo Ribeiro, informou que os indiciamentos abrangem crimes como falsidade ideológica, por omissão de falhas técnicas nos Diários de Bordo, e atentado contra a segurança do transporte aéreo. A PF também apurará se algum dos indiciados se encontra fora do território nacional.
A investigação apontou que a tragédia resultou de omissões deliberadas. A aeronave foi despachada para uma rota com previsão de gelo severo, mesmo com o sistema de degelo sabidamente inoperante, após falhas registradas em voos anteriores no mesmo dia.
Os crimes investigados incluem o atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal, e o sinistro aéreo com resultado morte. A PF também solicitou a suspensão do registro profissional dos indiciados junto à Anac, devido ao risco de atos similares.

