A Polícia Federal divulgou o relatório final sobre a queda do avião da Voepass, ATR 72-500, em agosto de 2024. A investigação resultou no indiciamento de 16 pessoas pelo incidente, que vitimou 62 pessoas. O voo ocorreu entre Cascavel (PR) e Guarulhos (SP), com a aeronave caindo sobre um condomínio em Vinhedo.
A investigação da Polícia Federal focou na atribuição de responsabilidades criminais, diferentemente do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Segundo a PF, a causa do acidente foi a perda de controle em voo, decorrente do acúmulo de gelo, da inoperância do sistema pneumático de degelo e da falha na execução de procedimentos. O laudo revelou que os pilotos sabiam sobre a falha no sistema de degelo.
O relatório apontou que o diretor-presidente da Voepass deveria agir para interromper o cenário de omissões da companhia aérea quanto à manutenção e operação das aeronaves. A PF também encaminhou cópia do documento à Corregedoria Regional da Polícia Federal em São Paulo para análise de possível crime de prevaricação ou corrupção passiva privilegiada por parte de integrantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O Cenipa havia apontado falhas da Anac, que não aproveitou condições latentes identificadas no processo de gestão de risco. A investigação da PF listou 16 indiciados, incluindo pilotos e gerentes de controle operacional, e concluiu que houve falta de supervisão sobre práticas informais na empresa.

