A Polícia Federal investiga uma estrutura financeira ligada a apostas ilegais, que utilizava empresas de fachada, criptoativos e operações de câmbio. A Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 1 bilhão em bens e valores no âmbito da Operação Arena.
A investigação apura como um grupo empresarial movimentou e ocultou recursos provenientes de jogos de azar. A estrutura financeira mantinha operações dentro e fora do Brasil, buscando dar a aparência de que a gestão das apostas de quota fixa ocorria no exterior. Autoridades identificaram, contudo, indícios de que os responsáveis administravam e decidiam os negócios no território nacional.
Para dificultar a rastreabilidade dos recursos, o grupo usou empresas de fachada, tanto no país quanto no exterior, além de instituições de pagamento e criptoativos. O inquérito também busca determinar o destino final do dinheiro movimentado. As suspeitas incluem sonegação fiscal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.
A Justiça determinou 17 mandados de busca e apreensão em 14 localidades, abrangendo estados como Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. De acordo com a Polícia Federal, o avanço da Operação Arena pode levar os investigados aos crimes de lavagem de dinheiro e contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

