A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na sexta-feira, dia 14 de agosto, como parte da Operação Sem Refino. A investigação apura suspeitas de fraude na concessão de licenças ambientais para a Refit, que sucedeu a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.
A ação policial, expedida pelo Supremo Tribunal Federal, atingiu 16 mandados e teve como alvos o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, além de agentes públicos estaduais e empresários. A apuração busca esclarecer irregularidades na atuação de agentes privados e públicos ligada à refinaria e ao setor de combustíveis.
Segundo a Polícia Federal, os indícios envolvem gestão temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas e manipulação de mercado. O foco da segunda fase da operação é aprofundar os elementos sobre a concessão das licenças ambientais da Refit.
A defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em irregularidades. Os advogados informaram que o endereço em Petrópolis, onde houve buscas, não possui ligação com o ex-governador há meses, pois o imóvel era alugado e o contrato foi encerrado.
Os representantes de Castro alegaram que todos os atos praticados durante sua gestão seguiram os critérios técnicos e legais. Eles também mencionaram que a administração estadual trabalhou para cobrar débitos da Refinaria de Manguinhos, em valor próximo de R$ 1 bilhão.


