A Polícia Federal identificou o uso de Cadastro de Pessoa Física (CPF) de 549 pessoas falecidas em operações de câmbio ligadas a um esquema investigado no setor de apostas. As apurações, parte da Operação Arena, motivaram o Ministério da Fazenda a suspender as atividades da Pixbet nesta quinta-feira (14).
A investigação aponta que alguns dos CPFs pertenciam a indivíduos falecidos há pelo menos 20 anos. A suspeita é que esses dados foram usados para dar aparência regular a operações de câmbio não autorizadas, facilitando a saída de recursos do país.
A PF também descobriu que, após um alerta enviado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), os nomes associados aos documentos foram alterados, mantendo os números dos CPFs originais. Há indícios de participação ativa na fraude documental.
Os recursos provenientes das apostas no Brasil eram enviados a empresas de compensação financeira e chegavam a uma companhia registrada em Curaçao. Parte desse dinheiro voltava ao Brasil como pagamento por serviços, que poderiam não ter sido prestados, ocultando a origem dos valores.
A Operação Arena teve como alvo também o advogado Nelson Wilians, cuja residência em São Paulo recebeu busca e apreensão. A PF investiga crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.


