A Polícia Federal investiga o uso de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) de 549 pessoas falecidas em operações de câmbio ligadas a um esquema de casas de apostas. Os documentos foram usados para criar identidades falsas, visando a evasão de divisas do país.
A investigação aponta que as identidades forjadas viabilizaram operações de câmbio não autorizadas, permitindo a saída de recursos brasileiros para o exterior. O Ministério da Fazenda suspendeu as atividades da Pixbet nesta quinta-feira, dia 14 de agosto.
Documentos da movimentação financeira indicam que os CPFs pertencem a indivíduos falecidos há pelo menos vinte anos. Há indícios de que os nomes foram trocados após um alerta enviado ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (COAF), mas os números de identificação permaneceram nas transações.
O esquema envolvia o envio de valores para uma empresa de fachada registrada em Curaçao, paraíso fiscal. Os recursos retornavam ao Brasil disfarçados como pagamento por serviços que nunca foram executados, dando aparência de legalidade ao dinheiro.
A Operação Arena, conduzida pela PF, também teve como alvo o advogado Nelson Wilians, cuja residência em São Paulo foi alvo de busca e apreensão. Ernildo Júnior, dono da empresa, foi abordado em Campina Grande (PB), com apreensão de veículo e celular. Os investigados podem responder por evasão de divisas e lavagem de dinheiro.


