A Polícia Federal deflagrou nova fase da Operação Sem Desconto no Distrito Federal e no Maranhão para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e fraudes em aposentadorias do INSS. A ação, que cumpre 18 mandados autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mira familiares de um senador e um advogado.
As diligências foram motivadas por indícios de movimentações financeiras e patrimoniais suspeitas. Segundo a Polícia Federal, os recursos teriam circulado por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas de terceiros e operações com dinheiro em espécie, visando ocultar a origem e o destino dos valores. A corporação investiga se essas estruturas foram usadas para dificultar o rastreamento dos recursos.
A defesa do advogado Willer Tomaz declarou que a busca e apreensão em seu endereço se deve ao fato de ele ser proprietário da aeronave usada pelo senador em viagem particular. A defesa afirmou que Tomaz não é investigado na Operação Sem Desconto e não tem ligação com o esquema de fraudes previdenciárias.
O objetivo da PF é coletar documentos e equipamentos eletrônicos para esclarecer a destinação dos repasses financeiros e individualizar a conduta dos investigados.


