A Polícia Federal emitiu relatório sobre a operação contra a fonte de um jornalista investigado por ministros do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O documento não aponta indício de crime de violação de sigilo funcional.
A investigação analisou um depósito de R$ 100.000,00 entre um indivíduo e o jornalista do Maranhão. A PF não especificou o motivo dessa transferência, conforme consta no relatório.
Em 11 de agosto, Moraes determinou busca e apreensão na fonte do jornalista. A investigação anterior apontava que essa fonte utilizou o cargo público para obter informações sobre Flávio Dino, divulgadas posteriormente pelo jornalista.
A assessoria de Flávio Dino informou que não houve uso irregular de veículos oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão. O ministro declarou que investigações mostraram que veículos particulares dele e de sua família eram monitorados, o que configuraria perseguição.
O relatório policial indicou que a informação sobre o uso de veículo oficial só poderia ser obtida por sistemas oficiais. O repasse desses dados ao jornalista poderia configurar o crime de violação de sigilo funcional para a fonte.


