A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal mais sessenta dias para finalizar a investigação sobre as transações entre o Banco Master e o Banco de Brasília. O pedido chegou ao ministro André Mendonça, relator do caso, que deve autorizar a extensão. A apuração envolve a tentativa de compra do Master pelo BRB e a aquisição de carteiras de crédito da instituição.
Os investigadores encontraram suspeitas sobre outros diretores do BRB no inquérito que analisa a compra de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master. Eles planejam ouvir membros da diretoria que aprovaram as operações financeiras com o Master. O inquérito começou com documentos enviados pelo Banco Central e já resultou na prisão do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
A PF aponta indícios de uma operação financeira de 12,2 bilhões de reais, arquitetada pelo banco público e pelo Master, como tentativa de evitar a fiscalização do Banco Central. O executivo é suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos no escândalo do Master. Ele nega irregularidades.
Em março deste ano, o BRB propôs a aquisição do Master, mas o Banco Central vetou o negócio. Para conseguir recursos enquanto a análise prosseguia, o Master negociou com o BRB a venda de carteiras de crédito. Para as autoridades, essa transação configurou uma forma de burlar o Banco Central.

