Disputas familiares por herança, comuns em inventários no país, podem ser mitigadas por meio de planejamento sucessório. Especialistas afirmam que a organização prévia do patrimônio, utilizando instrumentos como testamentos e seguros de vida, reduz custos e evita conflitos emocionais entre herdeiros.
A ausência de planejamento sucessório força herdeiros a lidar com burocracia e custos elevados, como ITCMD e custas de cartório, após o falecimento do titular. Segundo um diretor de vendas de seguradora, a falta de ferramentas impede a liquidez necessária para iniciar as documentações de uma sucessão patrimonial.
Além das questões financeiras, as disputas frequentemente refletem desavenças familiares antigas. Uma especialista em Direito de Família e Sucessões comentou que, sem diálogo prévio ou organização patrimonial, o inventário se torna mais longo e desgastante. Ela detalhou que a legislação brasileira protege a legítima, parcela de 50% do patrimônio destinada obrigatoriamente aos herdeiros necessários.
O seguro de vida surge como ferramenta de liquidez imediata. Diferentemente de bens que ficam bloqueados no inventário, a indenização securitária é paga diretamente aos beneficiários indicados na apólice. Isso permite que a família cubra despesas urgentes, como contas e financiamentos, enquanto o processo de partilha segue em andamento.
Outros instrumentos, como doações em vida com reserva de usufruto e holdings familiares, complementam o planejamento. Especialistas alertam que a cultura de evitar conversas sobre herança é um obstáculo, pois o planejamento é um ato de responsabilidade e cuidado com a família, e não apenas uma antecipação de problemas.


