A Polícia Civil confirmou que pelo menos sete pessoas foram vítimas de um esquema de pirâmide financeiro em Niterói, ligado a uma igreja evangélica. O golpe, denominado “Golpe da Fé”, prometia rendimentos de dez por cento mensais, resultando em prejuízo superior a R$ 1 milhão.
A investigação aponta que o esquema funcionava através de um falso banco digital. Após a captação dos recursos, os rendimentos prometidos deixaram de ser creditados aos clientes. Na terça-feira, policiais da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD) realizaram uma operação para cumprir trinta e oito mandados de busca e apreensão em vinte e um endereços. As diligências ocorreram no Rio, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e em São Paulo.
O delegado Vinícius Miranda, da DCOC-LD, declarou que o pastor, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, utilizava sua posição para obter a confiança de fiéis. Segundo a polícia, ele convencia as vítimas a investir na plataforma, que operava sob o nome de “Banco do Pastor”. Os contratos garantiam o pagamento de dez por cento de lucro em até trinta dias após a aplicação.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,1 milhão em contas de suspeitos. As apurações indicaram que os valores captados foram direcionados a contas pessoais do pastor e a empresas ligadas a ele, abrangendo setores como construção civil e consultoria contábil. A estrutura criminosa envolvia divisão de tarefas entre captadores, operadores financeiros e pessoas jurídicas.

