As unidades especializadas da Polícia Civil registraram 782.474 atendimentos em 2025, abrangendo crimes como ameaça, lesão corporal, injúria, estupro e feminicídio, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento, divulgado em contexto dos 20 anos da Lei Maria da Penha, mapeou dados de 530 das 585 unidades do país.
A ameaça foi o tipo de ocorrência mais registrado no ano-base, somando 148.544 casos, seguida por lesão corporal, com 99.473 registros, e injúria, com 88.739. O diagnóstico mostrou que a Região Sudeste concentrou o maior volume de atendimentos, totalizando 125.769 vítimas, o que corresponde a 47,8% do total nacional.
Os atendimentos geraram 302.626 pedidos de medidas protetivas de urgência, dos quais 118.672 foram concedidas, atingindo 74,2% dos pedidos. Desses, 38.214 medidas foram descumpridas pelos agressores. O estudo também identificou aumentos significativos na perseguição, com alta de 44,3%, e na violência psicológica, que cresceu 49,7% em relação a 2023.
Apesar dos avanços, o diagnóstico aponta desafios operacionais. O estudo revelou que 80% das unidades ainda não funcionam 24 horas por dia. Além disso, 57% das unidades citaram insuficiência de recursos para investigação, enquanto 46% mencionaram falta de viaturas.

