O envelhecimento da população brasileira altera a estrutura demográfica e aumenta a demanda por serviços de cuidado. Em 2025, pessoas com 60 anos ou mais somavam 16,6% do total, um aumento em relação a 11,3% registrado em 2012, segundo o IBGE.
A transformação demográfica gera necessidade crescente de assistência, que pode ocorrer em residências ou de forma contínua. Esse cenário alimenta a chamada economia prateada, focada em produtos e serviços para pessoas com 50 anos ou mais. O mercado de trabalho já reflete essa mudança, com 1,24 milhão de profissionais atuando em atividades de cuidado no quarto trimestre de 2024, segundo levantamento do DIEESE.
Os dados mostram que a participação de cuidados pessoais a domicílio cresceu, passando de 5,8% entre trabalhadores domésticos em 2014 para 11,1% em 2024. O avanço da demanda também estimula pequenos negócios; o Sebrae aponta que o número de micro e pequenas empresas ligadas ao cuidado de idosos cresceu 74% entre 2020 e 2025.
Em relação à regulamentação, o Projeto de Lei 203/2025, apresentado na Câmara dos Deputados, propõe normatizar a profissão de cuidador de idosos. Embora a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa tenha aprovado um substitutivo em julho de 2025, a proposta ainda segue as etapas legislativas.


