A Prefeitura de Goiânia anunciou medidas para assegurar o atendimento nas unidades de ensino municipal durante a paralisação dos servidores. Uma decisão judicial determina que cada escola mantenha no mínimo 70% dos funcionários administrativos em exercício, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
A secretária municipal de Educação, Giselle Faria, informou em coletiva que a administração busca negociar com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego). O desembargador Augusto Ventura, do Tribunal de Justiça de Goiás, estabeleceu a obrigatoriedade do percentual de 70% em cada unidade, com fiscalização via registros de frequência funcional.
Em paralelo à disputa judicial, a gestão municipal apresentou aos servidores uma proposta de reestruturação de carreira. O plano, com impacto financeiro estimado em R$ 62,6 milhões até 2030, prevê nova tabela de vencimentos gradual entre dois mil e vinte e seis e dois mil e trinta, elevando o piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640.
A Procuradoria-Geral do Município solicitou ao Sintego que apresente documentos como ata de assembleia e plano de contingência em cinco dias. Uma audiência de conciliação está marcada para quarta-feira, dia 19, às 10h30, na 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás.

